O Índice de Preços no Consumidor (IPC) é um índice de base 100 que representa o preço de um cabaz de bens e serviços habitualmente consumidos por uma população. Trata-se de um indicador que permite medir a evolução dos preços, sendo que o cabaz de bens representa um conjunto de bens e serviços que caracterizam a estrutura de despesa da população em estudo.
Quase todos os países usam este indicador (ou outro de cariz semelhante) para medir a evolução dos preços. Para poder ser representativo de cada população em particular, cada país ou zona geográfica tem um cabaz específico, que se vai alterando conforme os hábitos e preferências da população. Atualmente, em Portugal, o cabaz utilizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) é composto por cerca de 1300 bens e serviços representativos da estrutura de despesa de consumo final das famílias residentes em Portugal. O preço do cabaz é constantemente monitorizado de modo que se consiga acompanhar permanentemente a variação dos preços.
A inflação é a subida generalizada e contínua dos preços dos bens e serviços e é medida através da variação do IPC entre dois períodos distintos.
Os produtos que integram o cabaz não são, necessariamente, os mesmos ou próximos dos que cada um de nós consome habitualmente. Além disso, cada um de nós consome os bens em alturas diferentes do ano (por exemplo, há quem consuma mais laranjas no verão e quem não goste de laranjas), faz as suas compras em locais específicos e aproveita mais ou menos as promoções. Neste momento, uma pessoa que utilize muito o automóvel terá uma taxa de inflação pessoal mais elevada do que outra que não utilize o automóvel.
Apesar da enorme utilidade do IPC, que permite acompanhar a evolução dos preços dos bens e serviços e, através disso, tomar medidas conducentes ao seu controlo, cada pessoa tem a sua própria taxa de inflação.