A
produtividade é um indicador muito utilizado para medir o nível de eficiência
de uma empresa ou país, permitindo fazer a comparação entre os concorrentes. Portugal
é um dos países em que a produtividade é mais baixa.
Num
dos blocos noticiosos da RTP, o economista Filipe Grilo apresentou dados
relativos à qualidade das chefias das empresas portuguesas, concluindo que a
sua qualidade é muito baixa. O mesmo economista refere que a melhoria da
qualidade da gestão permitiria aumentar significativamente a produtividade das
empresas.
Se
são as chefias que decidem o que produzir e como produzir, também concordo que
são elas as principais responsáveis pela produtividade das suas empresas. Sem
negligenciar as diferenças entre trabalhadores, não podemos atribuir-lhes a
responsabilidade pela fraca produtividade, até porque, muitas vezes, os mesmos
trabalhadores são mais produtivos em algumas empresas do que noutras. A
produtividade dos trabalhadores depende do contexto em que estiverem inseridos,
pelo que a gestão é a principal responsável pelos aumentos de produtividade.
Filipe
Grilo sugere que a profissionalização da gestão contribuiria para a melhoria dos
resultados da produtividade. Não tenho dúvidas de que mais e melhores qualificações
habilitam as pessoas para melhores resultados. Mesmo admitindo que devemos
fazer alguma coisa para que a qualidade dos gestores melhore, não acredito que
se consiga, por esta via, aumentar significativamente as qualificações dos
gestores e, consequentemente, a produtividade das empresas.
Em
média, as grandes empresas têm maior produtividade e pagam melhores salários do
que as pequenas e médias empresas. A qualidade de gestão das grandes empresas
é, em média, muito mais elevada do que nas PME, com equipas de gestão
especializadas e bem pagas.
Em
Portugal, a cultura, a legislação e o contexto vigentes são pouco propensos à
atração ou ao crescimento de empresas.