sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Subsídio por cessação de atividade profissional

 

Imagine que era Sócio-Gerente de uma Sociedade Unipessoal por Quotas e que a empresa foi encerrada. Nesta situação, se provar que o encerramento da empresa foi efetuado de forma involuntária, e desde que cumpra o prazo de garantia e tenha a sua situação regularizada perante a Segurança Social (do próprio e da empresa), é provável que tenha direito a receber o subsídio por cessação da atividade profissional.

Para pedir este subsídio, deve preencher um formulário diferente do que é utilizado pelos trabalhadores por conta de outrem quando pretendem requerer a atribuição do subsídio de desemprego. Além do formulário, pode ser necessário enviar outros documentos à Segurança Social, entre os quais se destacam a IES, a Declaração Modelo 22 ou uma declaração do Contabilista Certificado. Este processo carece de uma análise mais detalhada por parte dos técnicos da Segurança Social, pelo que o tempo de resposta costuma ser superior ao que é habitualmente atribuído aos pedidos para a atribuição do subsídio de desemprego.

Para mais informação deve consultar o site da Segurança Social: https://www.seg-social.pt/subsidio-por-cessacao-de-atividade-profissional

Sobre a inflação

 

Não precisei de ler as notícias para ficar a saber que os preços dos bens estão a aumentar. Há muito que necessitei de contratar um serralheiro para minha casa e já nessa altura (no início do ano) ele me disse que o preço do ferro estava a aumentar de forma significativa, recusando-se, inclusive, a fazer um orçamento, dado que as subidas dos preços das matérias-primas eram constantes e significativas e o orçamento depressa ficaria desatualizado.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Os números da Covid-19

Nos meios de comunicação social tenho assistido a variadas notícias sobre a evolução da Covid-19, em que é feita uma análise dos números da doença antes e depois da vacinação. Há muito que tomei as duas doses da vacina (e não estou arrependido), mas tenho alguma dificuldade em compreender como é que podemos comparar os números de janeiro e fevereiro com os números de julho e agosto, dado que se trata de uma doença respiratória e este tipo de doença, normalmente, tem mais significado nos meses de inverno. 

domingo, 22 de agosto de 2021

Lei do Condicionamento Industrial

A Lei de Condicionamento Industrial, implementada em Portugal na década de 30 do século passado, foi uma medida político-administrativa de Salazar e tinha como objetivo controlar a indústria portuguesa. O modelo económico defendido pelo Salazar estava focado no papel dirigista, intervencionista e controlador do Estado.

Durante muito tempo, não era possível criar novas empresas, nem fazer alterações profundas nas empresas já existentes, sem a devida autorização do Governo. Esta lei consubstanciava-se numa barreira administrativa à entrada de novos operadores industriais e/ou à expansão das empresas já existentes. Assim, além de não fomentar a concorrência entre as empresas e, consequentemente a maior competitividade das empresas portuguesas, os empresários já estabelecidos não precisavam de aperfeiçoar os seus produtos às necessidades dos clientes, dado que estavam protegidos da concorrência.


O milagre da concorrência

Não sei se o Zaidu se vai tornar ou não num jogador nível mundial, até porque não conheço de forma pormenorizada as suas potencialidades  sou um mero treinador de bancada, que não tem conhecimentos e capacidades suficientes na área para analisar as potencialidades futebolísticas de um jogador. Apesar disso, não tenho dúvidas de que, futuramente, o Zaidu será muito melhor jogador. Trata-se de um jogador que ainda tem uma boa margem de progressão e que, com concorrência, será obrigado a dar máximo para conseguir jogar com regularidade. 

A concorrência alimenta a sagacidade e incita as pessoas a darem o melhor de si, pelo que o Zaidu é o grande beneficiado por o Futebol Clube do Porto ter contratado Wendell para a posição de lateral esquerdo.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Um pouco mais de rigor, por favor...

Qualquer ser humano deveria ter noções básicas de estatística, para que consiga compreender a enorme diversidade de dados que encontramos regularmente nos diversos contextos em que vivemos.

No que diz respeito ao Covid-19, desde as redes sociais até à comunicação social, é fácil encontrarmos comentários de políticos ou notícias provindas da comunicação social que nos relatam a situação pandémica nos diferentes países.  Mesmo na comunicação social, que deveria ser mais rigorosa na forma como trata e transmite a informação, as comparações que são efetuadas frequentemente entre países são enganadoras.  Se quisermos ser sérios, não podemos comparar dois países completamente diferentes recorrendo ao número absoluto de mortos ou ao número absoluto de infetados. Mesmo que ignoremos outros fatores que possam contribuir para uma maior ou menor transmissibilidade (por exemplo, a densidade populacional), a comparação entre dois países com populações completamente diferentes terá de ser feita em termos relativos: número de mortos por milhão ou número de infetados por milhão.


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Média ou mediana?

Na sequência de dois artigos anteriores relacionados com a utilização da média e da mediana na análise estatística, este artigo tem como objetivo responder à pergunta enunciada no título.  A análise e interpretação de dados deve ser feita utilizando variados instrumentos e medidas. 

A média é uma das medidas mais utilizadas, mas, como vimos anteriormente, devemos ter algum cuidado na sua utilização. Os valores muito grandes e muitos pequenos distorcem a média e é por isso que ela deve ser usada com muito cuidado. Além disso, duas médias semelhantes podem ter naturezas completamente diferentes. Imagine-se que um aluno obteve 10 a matemática e 12 a português, sendo que a média das duas disciplinas é 11. Outro aluno obteve 6 matemática e 16 a português; a média também é 11.  Como podemos verificar, os dois alunos têm média de 11, mas as respetivas notas são completamente diferentes.

Muitas vezes lemos notícias nos jornais em que determinado valor real atual é comparado com a média de um período anterior. Mais uma vez, a conclusão a que chagamos pode não ser a mais correta. A média é calculada pela soma de vários valores, dividindo-se o seu resultado pelo número de elementos; no entanto, como vimos, há valores que estão acima da média e outros que estão abaixo da média, pelo que a existência de um valor superior à média não é necessariamente alto (da mesma forma que um valor inferior à média não é necessariamente baixo). Se calcularmos a média de um conjunto de 10 dados em que nove são muito próximos uns dos outros e o décimo elemento é bastante superior aos restantes, por ventura a média será superior aos 9 dados e apenas será menor que o décimo elemento. Neste sentido, a existência de um elemento inferior à média não implica que estejamos na presença de um valor baixo (no exemplo acima referido, até podemos estar na presença de um elemento que é superior a nove elementos e apenas inferior ao décimo elemento).

Para calcular a mediana necessitamos de ordenar (do valor mais baixo para o mais elevado ou vice-versa) os dados e escolher o elemento que divide o conjunto de elementos a meio. Se o número de elementos for ímpar, haverá um único elemento que divide a meio o conjunto de dados; se o número de elementos for par, calcular-se-á a média dos dois elementos centrais. Em comparação com a média, a mediana é mais resistente, pelo que não é influenciada por valores muito altos ou muito baixos.

Como dissemos atrás, a média é afetada por valores muito altos e muito baixos, pelo que, nestes casos, deve ser usada com parcimónia; a média será tanto mais afetada por aqueles valores quanto menor for o número de elementos.

Imagine-se uma empresa que emprega 20 pessoas, entre as quais 4 auferem salários 5 ou 6 vezes superiores aos restantes trabalhadores. O valor da média será bastante superior ao salário da maioria dos trabalhadores da empresa, não representando desta forma a população em estudo. Neste caso, seria preferível utilizar a mediana em vez da média.