Os estudos realizados em matéria de Educação Financeira posicionam os portugueses entre os que têm menos literacia financeira. Trata-se de um tema que deveria ser alvo de atenção por parte dos políticos, com a existência de um plano concreto que permita adquirir um conjunto de conhecimentos necessários à tomada de decisão consciente e informada dos riscos de cada um dos inúmeros instrumentos existentes.
Internacionalmente, as várias organizações têm destacado as matérias da literacia financeira, incentivando os países a adotarem medidas que permitam aumentar o nível de conhecimentos da população nesta área.
Em Portugal, apesar de existir, inclusive, um referencial de Educação Financeira e de o tema fazer parte dos conteúdos de Cidadania, nas escolas tem sido dada pouca importância à literacia financeira. Na minha opinião, deveria existir uma disciplina de Educação Financeira para que a literacia financeira de cada um não dependa exclusivamente da formação autodidata.
A literacia financeira faz bem à saúde das pessoas, não só porque permite adquirir os bens indispensáveis à sobrevivência, mas também porque a liberdade pressupõe que sejamos capazes de decidir o que queremos. O bem-estar e a qualidade de vida de uma pessoa dependem, também, do bem-estar financeiro.
Infelizmente, ainda ontem assisti à intervenção de uma comentadora na televisão, que propalou uma série de mitos sobre alguns dos instrumentos financeiros que mais têm contribuído para que as pessoas obtenham retornos muito interessantes com o seu dinheiro.
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