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sexta-feira, 12 de julho de 2024

Ranking das escolas - diferenças entre notas internas e notas nos exames

 

Relativamente ao ranking das escolas, em vez de concentrar a análise na comparação entre as escolas públicas e as escolhas privadas, prefiro olhar para a diferença entre as notas obtidas nos exames e as notas internas. No geral, para a esmagadora maioria das escolas, as notas internas obtidas pelos alunos são superiores às notas obtidas nos exames (há poucas escolas cuja média interna é superior à média obtida nos exames nacionais).

Compreendo que haja diferença entre as notas obtidas internamente e as notas obtidas no exame. As notas internas obtidas pelos alunos têm em conta domínios que o exame não considera. Ademais, nos exames são avaliadas conteúdos respeitantes a dois ou três anos, pelo que é mais difícil um aluno obter uma nota equivalente ou superior à nota obtida no teste interno. Por ser um momento decisivo para muitos alunos, porque a nota obtida irá influenciar a sua entrada na universidade, existe uma sobrecarga emocional que prejudica os alunos na altura de fazer o exame.

Apesar dos fatores referidos, há escolas em que a diferença entre as notas obtidas internamente e as notas obtidas no exame é muito elevada, razão pela qual deveríamos analisar muito bem quais são as causas que provocam aquela distorção.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Ranking das escolas

 

Nos últimos dias, depois de serem conhecidos os rankings das escolas, uma amálgama de gente discorreu sobre a importância deste estudo: uns aplaudem-no; outros dizem que não faz sentido. 

Pessoalmente, considero o estudo positivo, uma vez que permite analisar alguns parâmetros importantes relativamente ao trabalho que as escolas portuguesas têm desenvolvido. Considero que a média de exame é um dos critérios mais adequados para se avaliar a posição de uma escola, dado que se trata de um tipo de avaliação externa com um comprometimento elevado por parte dos alunos. Compreendo a posição de alguns críticos dos rankings, que desvalorizam o estudo e criticam-no por ele ter em conta escolas de índole diferente. É verdade que as escolas públicas integram alguns alunos que, devido ao meio socioeconómico em que vivem, não estão em condições de competir com os alunos das escolas públicas, pelo que parte da disparidade dos resultados obtidos pode ser explicada por aqueles fatores.

Mais do que olhar para os números de forma isolada, gosto de olhar para as tendências e os dados históricos existentes mostram que as escolas públicas têm vindo a perder preponderância no ranking.

Relativamente à comparação entre as notas obtidas no exame e as notas dadas internamente, não observo nenhuma diferença significativa entre os dois tipos de escola: tanto nas escolas públicas como nas privadas, em geral, as notas internas são superiores às notas obtidas nos exames. A exceção está nas escolas que não estão tão bem classificadas: em algumas das escolas com piores notas, a diferença entre as notas obtidas nos exames e a nota final é muito grande — escolas com nota interna de 14 ou 15 valores têm média de exame de 8 ou 9 valores.

Como se trata de médias e por isso não é possível identificar quais são os alunos cuja diferença entre a nota obtida no exame e a nota interna é superior, acredito que parte significativa das diferenças verificadas esteja nos alunos com notas mais baixas…